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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Crestuma: Vales ou cédulas A. C. da Cunha Moraes

Tendo-nos chegado às mãos um lote de vales ou cédulas de A. C. da Cunha Moraes, resolvemos apresentar, aqui, uma pequena contribuição para aqueles que se dedicam a este ramo de coleccionismo.
Estes vales foram impressos sobre cartão: duas folhas de papel fino ( frente e verso) e duas folhas de cartolina no meio.
Pelos exemplares conhecidos, acredito que foram impressos 500 vales de cada valor, a saber:
5 centavos ou 50 réis
10 centavos ou 100 réis
20 centavos ou 200 réis
50 centavos ou 500 réis
1 Escudo ou 1000 réis

Estão actualmente cotadas a 90 euros cada. 



5 centavos, Crestuma 5 de Agosto de 1914, dimensões: 82 mm x 43 mm, cartão com frente e verso em azul, podendo apresentar descoloração rosa, com número preto em sobrecarga.
Neste lote apareceu um vale sem sobrecarga. Assim sendo, é um erro muito apreciado pelos amantes do coleccionismo.




10 centavos, Crestuma 5 de Agosto de 1914, dimensões 91 mm x 48 mm, cartão com frente e verso em branco, com número preto em sobrecarga.



20 centavos, Crestuma 5 de Agosto de 1914, dimensões: 94 mm x 54 mm, cartão com frente e verso em rosa, com número preto em sobrecarga.



50 centavos, Crestuma 5 de Agosto de 1914, dimensões: 99 mm x 58 mm, cartão com frente e verso em branco, com número preto em sobrecarga.
Neste valor, encontramos dois tipos distintos, quer na cor, quer na dimensão. Pela numeração, é mais pequena a primeira tiragem.



50 centavos tipo I, Crestuma 5 de Agosto de 1914, dimensões: 97 mm x 56 mm, cartão com frente e verso em cinzento, com numeração e asterisco impressa.
Esta emissão tem assinatura de A. C. da Cunha Moraes.







1 Escudo tipo I, Crestuma 5 de Agosto de 1914, dimensões: 102 mm x 63 mm, cartão com frente e verso em azul, com numeração e asterisco impressa. Esta emissão tem assinatura de A. C. da Cunha Moraes.
Nesta emissão não podemos saber se as duas tiragens são diferentes.



1 Escudo, Crestuma 5 de Agosto de 1914, dimensões: 102 x 63 mm, cartão com frente e verso em azul, com numeração preto em sobrecarga.
Esta emissão não tem assinatura.

BALÕES VENEZIANOS


Desconhecemos a razão do nome veneziano dado aos balões. Teria sido Marco Polo veneziano, que os introduziu em Veneza?
É tido como inventor o chinês Zhuge Liang, um famoso estratega militar na China antiga.
O nome dado na China aos balões é: Kongming ou lanterna do céu.
Há uma diferença no seu uso: os balões ditos venezianos são para iluminação, quanto aos balões ditos aéreos, são isso mesmo, para lançar ao ar.
Teriam os venezianos adoptado os balões chineses na iluminação para uso festivo , por exemplo, no Carnaval de Veneza?

Poster alemão do século XIX


Preçário francês do século XIX
A traça não perdoa o descuido humano.


Folheto preçários de 15 de Março de 1873
Carimbo oval: antiga casa Buisson, successores António Joaquim Rebello, Rua de Santo António, 45, Porto.

J. L. J. Lebouc, aparece na Exposição Internacional de Londres de 1862, com apetrechos de luz artificial.


Folheto francês da casa H. Grimal, anos 80 do século XIX.

Em França são conhecidos como: Lanternes célestes

Factura francesa anos 80 do século XIX.

Pela encomenda de balões e lanternas, podemos constar que serviram como amostra para cópia industrial.

Preçário francês da firma H. Grimal & Companhia


Folheto preçário francês de 1 de Janeiro de 1890

Carimbo do agente: Viúva Pinto de Andrade, Largo dos Loyos, 47, Porto.

A poderosa industria alemã no século XIX

Folheto preçário de artigos em papel e outros para o ano de 1901: Papierlaternen, Luftballon, Gelatine-Lampions , Jlluminationsartikel, Wachs und Pechfackeln.
Folheto profusamente ilustrado com 28 páginas.




Decalques


Amostra de papel usado no fabrico de balões, século XIX


Decalcomanias usadas como modelo no fabrico de papel para uso na produção de balões.


Escudos impressos em relevo e recortados. Serviram de modelo


Original (dobrado em 4) pintado à mão para produção de papel exclusivo do autor no fabrico de balões.


Modelo para cópia de balões publicitários: Quinta do Castelo


Pela sua beleza impressa no papel, mostro alguns dos ex-libris da cidade do Porto usados na industria dos balões venezianos.

Em cima: rua de Santo António, em baixo; Praça de D. Pedro, Porto.




Torre do Clérigos, finais do século XIX.



Cinco em um: Comboio a vapor sobre a ponte D. Maria Pia, e barco rabelo transportando no rio Douro pipas com vinho do Porto.


Palácio da Bolsa


Palácio de Cristal



Preçário da Papelaria e Typographia de Manoel José Alves D`Azevedo, 38 Largo dos Loyos 40, Porto.



Preçário da Fábrica de Balões Venezianos: Saraiva & Irmão, Gouveia.
Até à data desconheço que a Câmara de Gouveia e os actuais proprietários, chegassem a um acordo para o estabelecimento de um museu nas instalações da antiga fábrica.

PREGOINHO: SANTA COMBA DÃO

No Cadastro da população do reino (1527): pregoynho tinha 12 fogos.

No censo de 1911 tinha 93 residentes, e 24 fogos.
No censo de 1940 tinha 119 residentes, e 31 fogos.
No censo de 1960 tinha 137 residentes, e 33 fogos.
No censo de 1970 tinha 105 residentes, e 34 fogos. 
No censo de 1991 tinha 143 residentes, e 65 fogos.


Não vem referenciada nos Dicionários Corográficos de 1878, 1884, 1889 e 1906.


Capela datada de 1668.




Velha casa adulterada nas traseiras da capela.


Entrada na velha povoação: arco com passagem entre as duas casas.
Aspecto arquitectónico interessante. Lamentavelmente as casas estão em ruínas.



Arco visto do lado interior da aldeia.


Por baixo do arco.



O arco é composto por duas partes em pedra o centro elevado é em madeira.



Outra perspectiva do arco.



Entrada para uma das casas por baixo do arco.



Velha casa adulterada



Conjunto de casas adulteradas.



Casa adulterada.



Casa em ruínas.



Casas adulteradas.



Casa adulterada.



Casa adulterada : a falta de legislação e de dinheiro, conjugado com o desconhecimento dos proprietários, conduz a estes atropelos há memória colectiva do património nacional.
Não tendo estas casas actualmente condições de habitabilidade, tem sim, depois de interiormente remodeladas, condições para uso comercial ou de escritórios.
Quer queiram ou não os interesse instalados o futuro estará no regresso às aldeias.
Aqui ao contrários das cidades abundam os espaços verdes para a prática de desportos e, não é necessário o dispêndio de verbas para a construção de eco-pistas, elas existem em abundância nesta região.


Mais uma em ruínas.



Interior: note-se a construção arcaica das paredes.



Casa com varanda em ferro forjado: aparentemente de família com mesa farta.
Não era para qualquer família a construção de uma casa com rés do chão e andar, especialmente toda construída em pedra.
São conhecidos acrescento de andar em tabique, posteriormente acrescentado à casa de época mais remota.


Outra perspectiva.



Casas adulteradas.



Puxador em ferro.



Ruínas em tabique: note-se que só a parede frontal era totalmente em pedra.
Pela aparência a casa que se encostava, foi totalmente demolida.
Haverá na câmara licença desta demolição? Mais vale ruínas que nada!...



Ruínas: será este local público ou será propriedade de quem faz dele um estaleiro?
A entrada é dificultada por dois cães o que me leva a querer que é local privado.


Vista das traseiras do "estaleiro"



Fonte datada: por se encontrar em local alto, não me foi possível verificar o ano.



Já não tendo a utilidade para a qual foi adulterada (uso de lavadouro), era de bom tom que as autoridades responsáveis procedessem ao desmantelamento da estrutura e respectivo lavadouro.


Casas adulteradas.



Casas fora do aglomerado principal da aldeia, situadas na rua que dá acesso à Gestosa.

Na aldeia de Pregoinho está localizado o cemitério da Freguesia Couto do Mosteiro: neste encontramos a mais antiga sepultura; AQUI JAZEM DOMINGOS T. VELLEZ PERDIGÃO, BRAZILEIRO NASCIDO NO MARANHÃO EM 7 DE MARÇO DE 1842 FALLECIDO N`ESTE LOGAR EM 27 DE MAIO DE 1899 E SEU IRMÃO D. JOSÉ M. VELLEZ PERDIGÃO

Encontra-se no Arquivo Distrital de Viseu: projecto ou orçamento do Cemitério do Couto do Mosteiro com data de 1904.


Em 7 de Novembro de 1874,  Miguel António Nunes; Idade 25; Profissão, Alfaiate; Solteiro; Residente no Lugar de Pregoinho; Freguesia do Couto do Mosteiro; Concelho de Santa Comba Dão. Requereu passaporte com  destino ao Império do Brasil.


Em 22 de Setembro de 1882, António Ferraz; Idade 30; Profissão, Trabalhador;  Casado; Residente no Lugar de Pregoinho; Freguesia do Couto do Mosteiro; Concelho de Santa Comba Dão. Requereu passaporte com destino ao Império do Brasil.