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quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Catálogo de Materiais de Construção:J. Lino

Empresa pertencente ao pai do arquitecto Raul Lino.
Este catálogo é um monumento à Litografia, produzido pela Companhia Nacional Editora.
Tenho conhecimento da existência de mais quatro catálogos.

 Era evidente o WC em habitações no ano de 1889.

Tem uma página recortada.
P.V. 500 mais correio à escolha a risco do comprador. Entrego em mão em Santo Ovídio.

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

O COUSEIRO

O Couseiro; palavras para quê....................

Base de dados 30-2016-50

sexta-feira, 29 de julho de 2016

WIENER BAURATHGEBER: David Valentin Junk

Estamos perante uma obra fabulosa para arquitectos restauradores, e amantes da arte urbana do último quartel do século XIX. Infelizmente as gravuras são a preto e branco, que não nos dão a beleza dos trabalhos em parquet especialmente.
Esta é a terceira edição de 1885 com as suas 23 páginas de publicidade, que incluem 45 anúncios.
Edição de SPIELHAGEN & SCHURICH

Fizemos uma tradução sobre o conteúdo geral do livro.

Mão de obra e materiais em geral com os preços colectados no Baufache para a área do Império Austro-húngaro. Com um apêndice das estimativas da indústria de seguros. Guia essencial para cada capataz, estimador, engenheiro, arquitecto, construtor; e empreiteiros, proprietários, directores, e agentes de segurosadministrador de construções, agente e pessoa que tem de julgar matérias de construção, proprietários; e para quem quer submeter-se a um seguro de fogo usando álgebra matricial.

Por esta imagem verificamos, que as novas construções já dispunham de água canalizada. Um avanço considerável na higiene humana. Note-se o facto de também ser possível a rega com o uso da mangueira. Tudo isto, e muito mais pode ver-se neste livro.


Base de Dados: 32-2016-120

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Memórias Paroquiais de Leiria

Acabamos de publicar mais um trabalho da série: O Correios nas Memórias Paroquiais de 1758.
É um trabalho inédito no que concerne ao total  das freguesias (2011) do Distrito de Leiria.

domingo, 31 de janeiro de 2016

Catálogo de selos perfurados de Portugal

Gentilmente cedido aos sócios do Clube Filatélico de Portugal.

Na página 31 relativamente à firma Azevedo & Pessi, Ltdª o autor assinala "desconhecida" a autorização para a perfuração dos selos.
Temos conhecimento pela Circular 5001,8/E, que autoriza a dita firma a perfurar os selos com as iniciais AP.

Na página 40 relativamente à firma Portela & C.ª ( Laboratórios Bial) o autor assinala "desconhecida" a autorização para a perfuração dos selos.
Temos conhecimento pela Circular 5602,16/E, que autoriza a dita firma a perfurar os selos com as iniciais B.I.A.L.

Na página 69 relativamente à firma General Motors Overseas Corporation Lisbon Branch  o autor assinala "desconhecida" a autorização para a perfuração dos selos.
Temos conhecimento pela Circular 5003,64/E, que autoriza a dita firma a perfurar os selos com as iniciais G.M.

Na página 72 relativamente à firma Fábrica de Preparação de Tecidos «A Invencível, Ltdª» o autor assinala "desconhecida" a autorização para a perfuração dos selos.
Temos conhecimento pela Circular 4912,115/E, que autoriza a dita firma a perfurar os selos com as iniciais IL.

Na página 78 relativamente à firma Mobil Oil Portuguesa o autor assinala "desconhecida" a autorização para a perfuração dos selos.
Temos conhecimento pela Circular 5601,6/E, que autoriza a dita firma a perfurar os selos com as iniciais M.O.

Na página 88 relativamente à firma Soc. Geral de Comércio, Industria e Transportes, no Porto o autor assinala "desconhecida" a autorização para a perfuração dos selos.
Temos conhecimento pela Circular 5603,27/E, que autoriza a dita firma a utilizar na sua correspondência selos perfurados com as iniciais S.G. concedida à sede da mesma sociedade, em Lisboa.

Na página 95 relativamente à firma Socony-Vacumn Portuguesa o autor assinala "desconhecida" a autorização para a perfuração dos selos.
Temos conhecimento pela Circular 5404,33/E, que autoriza a dita firma a perfurar os selos com as iniciais SV.
Erro de impressão; deve ler-se Socony-Vacuum.




quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Memórias Paroquiais de Castelo Branco

Publicamos recentemente o nosso X trabalho sobre o Correio nas Memórias Paroquiais de 1758.
Trabalho até aqui inédito no que concerne à totalidade das freguesias (2011) do Distrito de Castelo Branco. Esclarecemos que não temos em conta a nova reorganização administrativa do território levada a cabo no ano de 2013.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Avô: Oliveira do Hospital

A primeira referência histórica que temos, está no Livro Preto da Sé de Coimbra documento CLXII, era de 1160 (ano 1122).
Não seguimos estórias publicadas por historiadores ou outros como tais. Para nós apenas, e só, contam os documentos como valores de data histórica.


Capela de Santa Quitéria.



Pelourinho.
Capela junto ao castelo.
O que resta da muralha.
O que resta das ameias.
Vista do lado direito do rio Alva; local da igreja matriz de Avô.
O que resta da torre de menagem.



O autor junto à porta gótica do castelo.
Vista para a ribeira da Moura.

Uma raridade: azulejos de estampilha muito bem conservados.
Igreja matriz de Avô; na margem direita do rio Alva.
A Vila de Avô os Concelhos e a História de Portugal (Volume I).
(Biblioteca do autor)

A. J. Rodrigues Gonçalves afirma que "No caminho para Coimbra, D. Fernando de Leão e Castela conquista Avô, em 1059, povoando o "Couto de Avaoo" de cristãos e dando-lhe por governador o mesmo conde D. Sisnando (18)". Está citando outro autor.

O Foral de Avô de 1514 e o seu contexto histórico.
(Biblioteca do autor).

No Catálogo de todas as Igrejas, Comendas e Mosteiros que havia nos Reinos de Portugal e Algarves, pelos anos 1320 e 1321; a igreja de Santa Maria de Avô contribuía com  140 libras. Estava integrada no Arcediago de Seia, o qual pertencia ao Bispado de Coimbra

No Rol de Besteiros do Conto (1421): o couto da vaao contribuía com um besteiro.

No Cadastro da População do Reino (1527): A vila de voo tinha 59 moradores scilicet fogos, que nos dará uns 180 habitadores.

No Dicionário Geográfico (1747): afirma o autor que a vila de Avô tem 100 vizinhos.

Nas Memórias Paroquiais (1758): o pároco afirma que tem 134 vizinhos, e pessoas adultas 538.

Copiado do Portugal Antigo e Moderno:
« AVÒ—villa. Beira Alta, comarca de Midões,54 kilometros ao N. de Coimbra, 240 ao N. de Lisboa, 180 fogos, 650 alma, no concelho 1:350 fogos.
Em 1757 tinha 134 fogos
[*].
Orago Nossa Senhora da Assumpção,
Bispado e districto administrativo de Coimbra.
Foi couto feito por D. Affonso Henriques.
Situada na descida de um monte e dividida pelo rio Alva, sobre o qual tem uma excellente ponte de um só arco, de boa cantaria.
É terra fértil.
Vêem-se ainda na villa as ruinas de um antigo Castello, fundado sobre rocha viva, que se diz ser obra dos godos ou dos árabes.
Em Chãos d'Egua e no Monte da Garcia, d'este concelho, ha minas de chumbo que se exploram.
Foi primeiro esta villa de D. Urraca Affonso, filha bastarda de D. Affonso I, passou para os bispos de Coimbra, e depois para a corôa.
Diz-se que a matriz mandou fazer D. Affonso I.
O cabido de Coimbra apresentava o vigario.
Tinha dois beneficiados e um thesoureiro.
O vigario tinha o rendimento de 200$000 réis.

Ha aqui a capella de Nossa Senhora do Mosteiro, ou das Neves, que, segundo a tradição, foi egreja de um mosteiro de monges bentos, no tempo dos godos.
Aqui nasceu o insigne poeta clássico Braz Garcia Mascarenhas, auctor do Viriato Trágico e de outras obras.
[aqui:https://archive.org/details/viriatotragicop00mascgoog]
Na guerra de 1640 se apresentou elle na praça de Pinhel com 150 homens, das principaes famílias d'aqui e visinhanças, que se lhe reuniram voluntariamente, e n'aquella cidade fez a acclamação de D. João IV. Tinha militado nas guerras de Flandres, e foi por D. João IV feito governador da praça de
Alfaiates.
Entra na freguezia a serra do Açor.

D. Sancho I lhe deu foral em 1187.
D. Manuel lhe deu foral novo, em Lisboa, a 12 de setembro de 1514.»

[*] Aqui há erro de Pinho Leal: Refere o autor o dados que colheu! No Portugal Sacro Profano edição de 1767.

 Copiado do Portugal Sacro Profano:
«Avó, Freguezia no Bispado de Coimbra, tem por Orago N. Senhora da Assumpção, o Pároco he Vigario da apresentação do Cabido de Coimbra, rende duzentos mil reis: dista de Lisboa quarenta léguas, e de Coimbra nove, tem cento e trinta e quatro fogos.»


No censo de 1911 tinha 215 fogos, e 875 habitantes.
No censo de 1940 tinha 204 fogos, e 684 habitantes.
No censo de 1960 tinha 275 fogos, e 697 habitantes.
No censo de 1970 tinha 262 fogos, e 608 habitantes.
No censo de 1981 tinha 337 fogos, e 785 habitantes.
No censo de 1991 tinha 306 fogos, e 613 habitantes.

No censo de 2001 aparece apenas o total por freguesia: 362 fogos, e 633 habitantes.

No censo de 2011 aparece apenas o total por freguesia: 422 fogos, e 595 habitantes.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Lourosa: Oliveira do Hospital


Nártex.
Ao fundo a antiga pia baptismal.



Pia baptismal; cavada no xisto.



CCXXVI - EM
Banco cavado no xisto; antigo confessionário.
Confessionário; local onde os crentes ajoelham.
Torre sineira; isolada da igreja.
Relíquias em pedra; junto à torre sineira. Aqui se encontram as menos elaboradas; as mais elaboradas ganharam pernas, e migraram.
Entrada principal virada a poente. Algumas relíquias menos elaboradas estão aqui expostas, fazendo lembrar o local primitivo (nártex) onde se mantinha quem não podia entrar no templo; onde param as restantes, que estão expostas no livro A IGREJA DE S. PEDRO DE LOUROSA? Mania de retirarem do local primitivo os bens de uma povoação pequena, para engordarem algum museu de cidade. Mentalidade provinciana de certa elite dita de superior intelectualidade.
Sepulturas cavadas no xisto. Fomos informados; que durante a aberturas das valas para instalação do saneamento apareceram várias ossadas nas imediações da igreja.
No local onde está a igreja encontram-se mais destas sepulturas. Teria a primitiva igreja moçárabe de Lourosa sido construída sobre um cemitério bárbaro? É o que nos leva a pensar haver tantas sepulturas cavadas no xisto neste local.
Entrada para o largo do Pelourinho.
Pelourinho do antigo concelho de Lourosa.
Antigo bebedouro.
Antigo lavadouro.
Mina de água; está agora fechada, servia para alimentar o lavadouro.
Antiga represa para aprovisionamento de águas para rega. A necessitar de uma limpeza geral.
Passagem inferior para o lavadouro, mina, e represa; é um pequeno largo aprazível, mas hoje sem vida.

Curiosa construção; ainda de pé, e habitada.
No local encontram-se alguns cortes a 45 graus.
Fim da povoação "protegida" por um cruzeiro.
Devemos estar na presença de casas do século XVI.
Teria o restauro sido avaliado por pessoa creditada?

Esta chaminé serviu para muitos fumeiros de enchidos e presuntos.
Passagem inferior para o lavadouro, mina, e represa. Está esta passagem sob o solar dos Tristões.
Fachada principal do solar dos Tristões; fronteira ao pelourinho.
Temos conhecimento, que há projectos para a destruição da área envolvente à igreja. Os adjectivos a dar a esse tipo de pessoas seria enorme... Ficam no meu pensamento. Felizmente o vil-metal não chegou para se iniciarem os trabalhinhos.
Preciosa monografia sobre a igreja de São Pedro de Lourosa.
(Biblioteca do Autor)
Mais uma valiosa monografia da  DIRECÇÃO GERAL DOS EDIFÍCIOS E MONUMENTOS NACIONAIS.
(Biblioteca do Autor)
Valioso estudo toponímico do concelho de Oliveira do Hospital *.
(Biblioteca do Autor)

A primeira vez que temos conhecimento histórico de Lourosa é no Livro Preto da Sé de Coimbra ano de 1119, março, 13. Mas, Rui Pinto de Azevedo considera este documento uma falsificação.

O documento mais antigos, que conhecemos é do ano 1120, fevereiro, 8 incluído no Livro Preto da Sé de Coimbra; documento 295.

Estranhamos (Neves 2007*) não aludir a esta falsificação, e dando como primeiro documento, que menciona  Lourosa este falso documento.

Em 1496 Lourosa tinha 70 vizinhos; scilicet fogos, que nos dará uns 280 habitantes. Pela diferença que existe com o numeramento de 1527, acreditamos que esta contagem se referia a Lourosa e seu algoz.


No Cadastro da População do Reino (1527): Lourosa tinha 40 moradores; scilicet fogos, que nos dará uns 160 habitantes.

Nas informações paroquiais de 1756:
Consta esta frg.ª de seiscentas e setenta pessoas de húm e outro sexo.

Nas Memórias Paroquiais de 1758:
Lourosa, tem esta villa setenta e hum vezinhos e duzentas e cincoenta e duas pessoas.
Cazal do Pombal, que tem só hum morador.
Lagar do Campo, que tem cinco moradores.
Digueifel, que pertence a este termo e freguezia que tem sete moradores e vinte e outo pessoas.
Pinheirinho, que tem vinte e sette moradores e cento e dezassette pessoas excetuando os abzentes.
Cazal do Abbade, que tem quarenta moradores e cento e quarenta e outo pessoas.
Cabeçadas, que tem vinte e dois moradores e outenta pessoas.

Comparando os dados das Memórias Paroquiais, e o censo de 1911; Lourosa parou no tempo.

No censo de 1911 tinha 74 fogos, e 251 habitantes.
No censo de 1940 tinha 96 fogos, e 211 habitantes.
No censo de 1960 tinha 129 fogos, e 205 habitantes.
No censo de 1970 tinha 61 fogos, e 161 habitantes.
No censo de 1991 tinha 121 fogos, e 199 habitantes.