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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Lourosa: Oliveira do Hospital


Nártex.
Ao fundo a antiga pia baptismal.



Pia baptismal; cavada no xisto.



CCXXVI - EM
Banco cavado no xisto; antigo confessionário.
Confessionário; local onde os crentes ajoelham.
Torre sineira; isolada da igreja.
Relíquias em pedra; junto à torre sineira. Aqui se encontram as menos elaboradas; as mais elaboradas ganharam pernas, e migraram.
Entrada principal virada a poente. Algumas relíquias menos elaboradas estão aqui expostas, fazendo lembrar o local primitivo (nártex) onde se mantinha quem não podia entrar no templo; onde param as restantes, que estão expostas no livro A IGREJA DE S. PEDRO DE LOUROSA? Mania de retirarem do local primitivo os bens de uma povoação pequena, para engordarem algum museu de cidade. Mentalidade provinciana de certa elite dita de superior intelectualidade.
Sepulturas cavadas no xisto. Fomos informados; que durante a aberturas das valas para instalação do saneamento apareceram várias ossadas nas imediações da igreja.
No local onde está a igreja encontram-se mais destas sepulturas. Teria a primitiva igreja moçárabe de Lourosa sido construída sobre um cemitério bárbaro? É o que nos leva a pensar haver tantas sepulturas cavadas no xisto neste local.
Entrada para o largo do Pelourinho.
Pelourinho do antigo concelho de Lourosa.
Antigo bebedouro.
Antigo lavadouro.
Mina de água; está agora fechada, servia para alimentar o lavadouro.
Antiga represa para aprovisionamento de águas para rega. A necessitar de uma limpeza geral.
Passagem inferior para o lavadouro, mina, e represa; é um pequeno largo aprazível, mas hoje sem vida.

Curiosa construção; ainda de pé, e habitada.
No local encontram-se alguns cortes a 45 graus.
Fim da povoação "protegida" por um cruzeiro.
Devemos estar na presença de casas do século XVI.
Teria o restauro sido avaliado por pessoa creditada?

Esta chaminé serviu para muitos fumeiros de enchidos e presuntos.
Passagem inferior para o lavadouro, mina, e represa. Está esta passagem sob o solar dos Tristões.
Fachada principal do solar dos Tristões; fronteira ao pelourinho.
Temos conhecimento, que há projectos para a destruição da área envolvente à igreja. Os adjectivos a dar a esse tipo de pessoas seria enorme... Ficam no meu pensamento. Felizmente o vil-metal não chegou para se iniciarem os trabalhinhos.
Preciosa monografia sobre a igreja de São Pedro de Lourosa.
(Biblioteca do Autor)
Mais uma valiosa monografia da  DIRECÇÃO GERAL DOS EDIFÍCIOS E MONUMENTOS NACIONAIS.
(Biblioteca do Autor)
Valioso estudo toponímico do concelho de Oliveira do Hospital *.
(Biblioteca do Autor)

A primeira vez que temos conhecimento histórico de Lourosa é no Livro Preto da Sé de Coimbra ano de 1119, março, 13. Mas, Rui Pinto de Azevedo considera este documento uma falsificação.

O documento mais antigos, que conhecemos é do ano 1120, fevereiro, 8 incluído no Livro Preto da Sé de Coimbra; documento 295.

Estranhamos (Neves 2007*) não aludir a esta falsificação, e dando como primeiro documento, que menciona  Lourosa este falso documento.

Em 1496 Lourosa tinha 70 vizinhos; scilicet fogos, que nos dará uns 280 habitantes. Pela diferença que existe com o numeramento de 1527, acreditamos que esta contagem se referia a Lourosa e seu algoz.


No Cadastro da População do Reino (1527): Lourosa tinha 40 moradores; scilicet fogos, que nos dará uns 160 habitantes.

Nas Memórias Paroquiais de 1758:
Lourosa, tem esta villa setenta e hum vezinhos e duzentas e cincoenta e duas pessoas.
Cazal do Pombal, que tem só hum morador.
Lagar do Campo, que tem cinco moradores.
Digueifel, que pertence a este termo e freguezia que tem sete moradores e vinte e outo pessoas.
Pinheirinho, que tem vinte e sette moradores e cento e dezassette pessoas excetuando os abzentes.
Cazal do Abbade, que tem quarenta moradores e cento e quarenta e outo pessoas.
Cabeçadas, que tem vinte e dois moradores e outenta pessoas.

Comparando os dados das Memórias Paroquiais, e o censo de 1911; Lourosa parou no tempo.

No censo de 1911 tinha 74 fogos, e 251 habitantes.
No censo de 1940 tinha 96 fogos, e 211 habitantes.
No censo de 1960 tinha 129 fogos, e 205 habitantes.
No censo de 1970 tinha 61 fogos, e 161 habitantes.
No censo de 1991 tinha 121 fogos, e 199 habitantes.










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