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terça-feira, 18 de março de 2014

COVAL: SANTA COMBA DÃO

A povoação mais a sul; entre os rios Criz e Dão.

No Cabido da Sé de Coimbra aparece referenciada esta aldeia.

Consta no Numeramento de 1527: E naldea do covall vivem 6 moradores [isto é, fogos]. Quanto a residentes: convencionou-se o número de 4 por fogo. Isto dará um número aproximado ao de 1758.

Luiz Cardoso no seu Diccionario Geografico 1751 diz-nos: Aldea na Provincia da Beira, Bispado de Coimbra, Comarca da Cidade de Viseu, Freguesia de N. S. da Assumpção da Villa de S. Comba Dão.

Diz-nos o pároco de Santa Comba Dão nas Memórias Paroquiais de 1758, que esta povoação tinha cinco fogos e vinte e duas pessoas.

Em 1911 tinha 14 fogos, e 59 residentes.

Em 1940 tinha 29 fogos, e 108 residentes.

Em 1960 tinha 39 fogos, e 159 residentes.

Em 1970 tinha 49 fogos, e 173 residentes.

Em 1991 tinha 61 fogos, e 167 residentes.


Em meados dos anos sessenta do século XX existia em funcionamento:
Uma mercearia, que era proprietário o Senhor José Pais de Oliveira.

Painel de azulejos, que nos mostra a ponte ferroviária no Vale da Loba toda construída de granito aparelhado.

Postal ilustrado: mostra-nos a ponte em todo o seu esplendor.

Pequeno túnel, cruzado com passagem superior; o tipo de construção é o mesmo da ponte do Vale da Loba. Estranhamos a construção deste talude; não temos conhecimento de uma estrada que atravessa-se os rios Dão ou Criz, com passagem pela povoação do Coval.
Por informação recolhida no local os rios eram passados a vau, e todos os caminhos eram para as azenhas.
Antiga passagem de nível; a placa "PARE ESCUTE E OLHE" partida e deitada por terra. É mais uma interrogação para nós a existência desta passagem de nível: é de bastante declive a estrada que ligava este local à povoação do Coval, a uns 600 metros existia a passagem superior sobre o túnel que vimos na imagem acima, e essa estrada era de pouca inclinação.
No fundo desta cova um antigo moinho.

Ponte do Vale da Loba. Foi posteriormente na sua base revestida de betão armado.
Esta ponte tinha resguardos, que prova ser construída a pensar no trânsito de pessoas.


As mais antigas casas que conseguimos ver; construídas em xisto.


Capela: não vimos qualquer data de construção. A informação recolhida indica uma ampliação contemporânea. O santo veio de fora, e foi restaurado; agora é preto mas não é possível saber qual a sua cor original.
O pároco de Santa Comba Dão nas Memórias Paroquias de 1758 diz-nos que esta povoação tinha uma ermida dedicada a São Benedito.






2 comentários:

  1. Boa noite Francisco.
    Essa povoação tinha em 1758 vinte e duas pessoas. Interessante. A minha aldeia tinha o mesmo número, mas em 1527. No entanto, li numa monografia local que não podemos interpretar o número de moradores com o número de habitantes, pois nesta época era costume utilizar tal designação para referir aquilo que hoje, de modo geral, denominamos por fogo. Será?
    Já agora, existe nessa capela alguma imagem de São Benedito?
    Embora não pareça de construção antiga, até porque as capelas erigidas em ermos, normalmente não tinham sinos e nesta foi colocado um pequeno campanário, havendo essa imagem pode ser a ermida mencionada na memória paroquial de 1758 com invocação a São Benedito e o sino terá sido colocado quando já existia a povoação.
    Um abraço meu.

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  2. Olá Paula.
    Sim, o Numeramento de 1527 refere moradores ao que já no passado referiam como fogo.
    Quanto há imagem vou tentar ver, ou saber no local qual a cor do santo; penso ser essa a sua pergunta.
    Quanto à capela; vou igualmente certificar-me do ano da sua construção.
    Estou agora em Vila Nova de Gaia, mas no próximo domingo vou ao Coval; depois dou notícias.
    Abraço meu.

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