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quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

PINHEIRINHO: PINHEIRO DE ÁZERE

No Cadastro da população do Reino (1527) o lugar do pinheyrinho tinha 3 moradores; scilicet fogos.
No censo realizado em 1911 Pinheirinho tinha: 71 fogos, e 246 habitantes.
Em 1940 tinha: 80 fogos, e 255 habitantes.
Em 1960 tinha: 106 fogos, e 252 habitantes.
Em 1970 tinha: 107 fogos, e 253 habitantes.
Em 1991 tinha: 116 fogos, e 218 habitantes.
Alminhas com data de 1906: quem vinha da Miscadoura, virando à direita seguia para o núcleo da aldeia do Pinheirinho, seguindo em frente à esquerda seguia para Pinheiro de Ázere.
Na zona da Pedra da Miscadoura ou Olival Velho estão referenciadas sepulturas antropomórficas, que nos faz pensar ter sido nessa zona a primitiva origem da povoação.
Casa da eira.
Outra casa da eira localizada em frente à anterior.

A caminho de Rojão Pequeno.
Pia, que merecia mais limpeza do local.
No fim da povoação a caminho do Rojão Pequeno.
Casa de família abastada: ainda estará na posse da família?





sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

LIVRO DE MUMADONA


Para ver a totalidade dos documentos escritos sobre pergaminho ver aqui: http://digitarq.dgarq.gov.pt/viewer?id=1380781

O autor da discrição do livro de Mumadona, que se encontra na Torre do Tombo, comete vários erros de datação; desconhecemos o seu autor. Seguindo a discrição do autor, Aveiro (por exemplo) teria comemorado o seu milénio no ano 1929!

Este livro esta em parte transcrito apud Portugaliae Monumenta Historica; et Vimaranes Monumenta Historica. Pelo conhecimento que temos, apenas três documentos mantêm-se inéditos: cártula de troca de Vila Mediana; carta de herdade de vila de Caldelas; cártula de prazo de vila de Brito.

A MARATONA: CALENDÁRIO 1950

Este calendário tem para mim especial relevância; foi o ano em que nasci.
Estava situada na rua Sampaio Bruno, 12 - 2º. Desconheço se é erro, em 1948 ocupava o 5º.
Em 1958 estava situada na praça D. João I, 28 - 4º.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Vila Deanteira: São João de Areias

Pensamos que o nome antigo da povoação seria Ad Ante; scilicet, para a frente; vila que está na frente de São João.

No censo de 1911 Vila Deanteira tinha 215 moradores, e 64 fogos.
Em 1940: 222 moradores, e 79 fogos.
Em 1960: 207 moradores, e 87 fogos.
Em 1970: 192 moradores, e 77 fogos.
Em 1991: 168 moradores, e 78 fogos.

Ponte sobre o ribeiro da rainha.
Parque de lazer junto á ponte; ao fundo reprodução de uma Picota. Bonito aproveitamento do local.
Passada a ponte entramos na zona antiga da aldeia pela rua principal, que liga com a antiga estrada do sal.


Pelo pormenor da escada; foi construída por família abastada.
A ruína também vive nesta aldeia.
Alminhas; ao fundo lado direito, ruínas de uma casa da eira.
Uma antiga rua; hoje sem uso.



Capela em honra de São Silvestre.
Pela arquitectura do local; seriam armazéns.
No mesmo local.
Idem.
Idem.
Fonte em área fechada!
Ruínas na proximidade da capela.

Ruínas na estrada para o cemitério.
Rua das eiras, mas as ditas nem vê-las.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Documentos para o estudo da cidade de Coimbra na idade média

Neste valioso trabalho o autor dá-nos dezenas de documentos inéditos; pretendia levar o trabalho até ao final da idade média. Desconhecemos a razão de terminar o trabalho no ano de 1200!

Livro dos Testamentos do Mosteiro de Lorvão

Neste trabalho o autor prova, que os Mestres nem sempre tem razão: João Pedro Ribeiro, e Alexandre Herculano erraram ao criticarem Frei Bernardo de Brito.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

ANTA: PINHEIRO DE ÁZERE; VIMIEIRO

Na Era de 1175, Ano de 1137: Livro Preto, folha 32 v.º é feita uma referência a anta, mas não é a uma povoação, é mesmo a uma anta; a anta que deu nome à povoação.
Esta anta servia de divisão entre Ragoi (Rojão) e São Miguel pelo ano de 1306: era também divisão das terras dos bispos de Coimbra (Santa Comba) e Viseu (São João de Areias).

No Numeramento de 1527 aparece: a qujmtam damta: 1 morador; scilicet 1fogo.

No censo de 1911 tinha 30 habitantes, e 5 fogos; pertencia à freguesia de Pinheiro de Ázere.
No censo de 1940 tinha 30 habitantes, e 9 fogos; pertencia à freguesia do Vimieiro.
No censo de 1960 tinha 40 habitantes, e 11 fogos.
No censo de 1970 tinha 58 habitantes, e 15 fogos.
No censo de 1991 tinha 60 habitantes, e 27 fogos.

Dos tempos passados, apenas encontramos esta casa de eira; na lage fronteira, está hoje uma capela.
Fomos informados por pessoa conhecedora, que por esta aldeia andaram pessoas procurando tesouros, mas ao serem informados, que poderia ser obra do "demo" fugiram! Isto não vai à muitos anos, e os senhores até eram padres!
Em tempos mais recuados, "arqueólogos" fizeram escavações no lugar de Anta, se encontraram alguma coisa é notícia, que não existe.
Nos terrenos da vacaria existem umas cruzes gravadas na pedra, não podemos verificar a sua existência; mas é do conhecimento da autarquia de Santa Comba Dão. Maria do Céu Campos afirma que viu restos da anta nos terrenos da vacaria em 1984; ver o seu trabalho Levantamento Arqueológico do Concelho de Santa Comba Dão.


domingo, 16 de novembro de 2014

O Cartulário Baio-Ferrado do Mosteiro de Grijó

Magnifico exemplar da Real História de Portugal.
Foi necessário o envolvimento de um francês de seu nome Robert Durand, que usou o cartulário para a sua tese de doutoramento na Faculdade de Letras e Ciências Humanas de Nantes em Maio de 1970, para tornar público o seu conteúdo paleográfico, fazendo a sua transcrição total em livro.
Robert Durand publica os 314 documentos, que fazem parte do cartulário; Alexandre Herculano nos Portugaliae Monumenta Historica publica apenas trinta e três; Carl Erdman nos Papsturkunden publica apenas as três bulas pontificais; Rui de Azevedo nos Documentos Medievais Portugueses publica vinte e sete, já publicados por Herculano. Do total de 314, apenas se tinham publicado 63 documentos reduzidos a uma trintena efectivamente 10% do seu total.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A estrada romana de Vila Meã

Com a notícia da descoberta das fundações da ponte romana, que ligava Oliveira do Conde com Midões; fomos fazer uma batida pela estrada de Vila Meã.
Primeiramente fomos visitar o estradão em macadame, que corre paralelamente ao rio Mondego, numa zona conhecida pelo micro topónimo Quinta da Barca; Há quem lhe chame " Barcas". Este  micro topónimo terá iludido Hermínio Cunha Marques, que no seu livro Carregalíadas escreve que «já foi outrora um porto fluvial».
Nesse local do rio entre as duas actuais pontes viárias construíram vários açudes, que serviram  para a rega dos campos, que naquela parte eram outrora cultivados. Foi um trabalho de engenharia muito curioso: ao construírem os açudes fizeram subir o nível do rio para, que pudessem instalar a nora e, assim, fazerem a rega dos campos.
Já em 1758 o pároco, que redigiu a memória de Oliveira do Conde faz menção aos açudes. 
Esses açudes foram destruídos pela ganância de alguns (para retirarem as areias), que tiveram a conivência dos governantes da altura. Hoje é um amontoado de pedras, que restam dos originais açudes; e assim se delapida o património, que é de todos, no benefício de alguns.

Regressando às fundações da ponte romana; não nos foi ainda possível tirar fotografias, podendo as fundações serem vistas aqui: http://www.carregal-digital.pt/pt/articles/noticias/nova-descoberta-arqueologica-em-carregal-do-sal

Queremos deixar aqui um voto de felicitações a Evaristo João de Jesus Pinto pelo laborioso trabalho de levantamento arqueológico, que tem levado a cabo no concelho de Carregal do Sal.

Quanto à ponte romana ser ou não ser, acreditamos ser romana: o documento de 13 de Novembro de 1169 diz textualmente in portu fluminis Mondeci quem vocitante portum de Midones, subtus dirutum pontem lapideum (1).  Para nós este texto é elucidativo quanto à existência de uma ponte no local de passagem de Oliveira do Conde para Midões.
(1) Este documento encontra-se no Livro Preto da Sé de Coimbra folhas 29-30v., documento 60.

Já no ano de 969 datado de 22 de Dezembro, um outro documento diz vobis illud portum cum suo barcho de midones (2). Já neste ano a ponte estava derrubada, sendo necessário uma barca para se fazer a travessia do rio Mondego; que indicia a importância viária do local.
(2) Este documento encontra-se em Portugaliae Monumenta Historica  Diplomata et Chartae, na página 63-64, Volume I.






















Vila Meã aparece mencionada em documento de Janeiro de 1137 Ab orientali parte, sicut disterminatur predicta uluaria de currelos, cum ulueira de comite. et cum uilla mediana per illos lapides cautales iã erectos.(3).
(3) Este documento encontra-se no Livro Preto da Sé de Coimbra folhas 32-33., documento 64.

Vamos de seguida dar notícia do que transcrevemos, e que concerne a Vila Meã nas Memórias Paroquiais de 1758, volume 26 memória 24:
Para a parte do sul meya legoa distante desta villa [Oliveira do Conde], fica o lugar de São digo de Villa Meaã, que tem noventa e seis fogos (a) com sua cappela do Povo, que he de São Domingos, tem este logar huma rica, e nobre caza, que hé de Gabriel Tavares de Figueiredo pay do Doutor José Ignacio Tavares de Figueiredo cavaleiro professo na Ordem de Chrysto, e juiz de Fora de Azurara, e Mangualde da Beyra, Irmão, e sobrinho do Padre José de andrade, que poucos annos há serviu de Provincial da Companhia de JESUS, ha neste logar caza do P.e Antonio de Figueiredo muito remedeada, e que tem sua cappela muito linda de Nossa Senhora do Loureto, e poucos lavradores que não sejam pobres.
(a) Negrito nosso.
Curiosa construção; que idade terá a casa, e de onde vieram as pedras?
Largo de São Domingos: neste largo existia uma capela, que foi demolida. Neste país o que é velho e "pobre" é para destruir! Pobre gente que assim pensa.
Alminhas na parede de uma casa, bem fora do núcleo da aldeia, na bifurcação da estrada romana com um caminho fazendeiro.
A caminho do rio Mondego o abandono é praticamente geral.
Antigo lagar junto a um ribeiro.
 Terreno frente ao lagar.
Junto ao lagar um penedo que no passado serviu de eira.
Ribeiro junto ao lagar.
Depois do lagar continua o abandono.

Já no estradão, mais uma casa em ruína. São várias as casas em ruínas, que se podem ver nos terrenos junto ao estradão entre as duas pontes viárias.
 

Vista do lado esquerdo do rio Mondego; terras de Tábua.
Para montante da Quinta da Barca continuavam os açudes.

 O autor apreciando a paisagem.

Em 1527 villa meam era termo da Vila Doliueyra do Comde, e tinha 34 moradores; scilicet fogos (4).
(4) Dados recolhidos em Cadastro da População do Reino (1527).

No censo de 1911 tinha 168 fogos, e 615 habitantes.
No censo de 1940 tinha 172 fogos, e 572 habitantes.
No censo de 1960 tinha 214 fogos, e 441 habitantes.
No censo de 1970 tinha 163 fogos, e 394 habitantes.
No censo de 1991 tinha 218 fogos, e 370 habitantes.
Informação sobre os censos retirada do Instituto Nacional de Estatística.