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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Perfins: Aliança Comercial de Miudezas

É por nós desconhecida a data em que foi autorizada esta firma a perfurar os selos para a sua correspondência.

A data de circulação postal de um selo não perfurado desta empresa de Coimbra, que conhecemos antes dos perfurados é: 13 de Agosto de 1936.

Encontramos o primeiro selo perfurado com data de: 21 de Agosto de 1936.Durante o ano de 1936 os perfurados que encontramos são todos da taxa de 25 centavos, emissão - TUDO PELA NAÇÃO.

Em 21 de Junho de 1937 aparece este postal com um selo de 15 centavos, porte de impressos. Esta tarifa entrou em vigor no dia 14 de Fevereiro de 1924. Ver Diário do Governo número 33 de 13 de Fevereiro de 1924.
Não entendemos a razão de terem colado um selo de 15 centavos neste postal, e o mesmo ter circulado sem ser porteado. Se era tido como impresso, muitos outros nas mesmas condições circularam como bilhetes postais simples, pagando a taxa de 25 centavos.

Em 20 de Outubro de 1937 aparece o primeiro selo desta emissão - 1º Centenário da Fundação das Escolas Médico-Cirurgicas de Lisboa e Porto.

Em 6 de Setembro de 1938 aparece este postal com esta combinação de taxas: 15 centavos da emissão; Infante D. Henrique, mais dois selos de 5 centavos da emissão; Templo de Diana.

Em 3 de Dezembro de 1938 aparece este postal com um par de 15 centavos da emissão: Infante D. Henrique.


Em 11 de Novembro de 1939 reaparece o selo - Tudo Pela Nação - agora na cor Azul Escuro.

Em 21 de Junho de 1940 aparece o selo da emissão: Legião Portuguesa.
Foi vendido um postal similar a este: http://leiloes.cfportugal.pt/27LeilaoCFP/0806%20a%200813%20Perfurados/slides/0809.html
Em 22 de Outubro de 1940 aparece o selo da emissão: 8º. Centenário da Fundação e 3º. Centenário da Restauração de Portugal.

Em 11 de Março de 1941 aparece o selo da emissão: 1º. Centenário do Selo Postal.

Em 12 de Maio de 1941 reaparece o selo da emissão: Tudo Pela Nação.

Em 25 de Outubro de 1941 aparece pela primeira vez um Inteiro Postal com taxa adicional de 5 centavos da emissão: Costumes Portuguesas (1ª. emissão).
Esta alteração foi devida ao aumentos dos portes de 1 de Setembro de 1941 que passou de 25 centavos para os 30 centavos, no que concerne aos bilhetes postais simples. Os possuidores de inteiros postais antigos, foram obrigados a adicionar selos, para assim, completarem o porte em uso.
Não encontramos inteiros postais perfurados, a isso se deve o facto de todos eles serem REPICADOS.
Para saber mais sobre repicados: http://www.cfportugal.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=199%3Ainteiros-postais-portugueses-repicados&catid=27%3Aboletim-no-411&Itemid=15
Em 12 de Novembro de 1941 aparece mais um inteiro postal com taxa adicional, agora com um selo da emissão: Templo de Diana.

Em 24 de Dezembro de 1941 Aparece um postal com um par de selos de 15 centavos não perfurados da emissão: Costumes Portuguesas (1ª. emissão).

Em 14 de Janeiro de 1942 aparece um inteiro postal com taxa adicional de 5 centavos não perfurado da emissão: Templo de Diana.

Em 28 de Julho de 1947 aparece um selo da emissão: Caravela.

Em de Fevereiro de 1949 aparece um selo da emissão: Caravela, com taxa de 50 centavos. Porte para bilhetes postais simples, em vigor desde 5 de Novembro de 1948.

Em 9 de Março de 1949 aparece um inteiro postal com dois selos de 10 centavos, taxa adicional, da emissão: Caravela.

Coimbra, 10 de Fevereiro de 1955

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

COUTO DO MOSTEIRO: Lagar de varas das Rochoiras

Esta foto reportagem só foi possível devido a colaboração do Sr. José António.

Nestes rectângulos encaixavam as varas das duas prensas.




Quantidades de fragmentos de telha canudo, empregues na construção desta parede: aproveitamento dos materiais de construção de um lagar ainda mais antigo que este.

O orifício maior eram onde estava o eixo da roda movida a água.


No interior do lagar são imensas as pedras de xisto, soltas.


Pedra de encaminhamento de água do antigo lagar, usada aqui na porta de entrada.


Barro vermelho usado como argamassa.


Se colocavam trancas na porta era porque lá viviam: este sulco na pedra era para a colocação de uma tranca de reforço, pois outra mais acima era colocada.

Mais uma pedra do antigo lagar aproveitada na construção da porta.


Neste círculo lavrado era colocada a tranca: o sulco vertical era usado para travão da porta.


Com esta curva era possível colocar e retirar a tranca.


Neste lado apenas consegui decifrar um C


Deste lado visualizei duas cruzes: deste ou do antigo lagar, desconheço.

Porta do lagar: não vislumbrei o uso de dobradiças.


Não fazendo parte do lagar, faz parte do conjunto: ponte de um só arco em granito.




Ribeiro frontal ao lagar: antes da reportagem este local foi arejado, sendo assim, possível a mesma.
A montante do lagar existe uma represa: não me foi possível visita-la. Represa, essa, que retinha as águas que faziam girar a roda.


Por esta abertura entrava o eixo da roda de água.


Nesta pedra assentava a roda de água.


Por aqui passava a água que fazia mover a roda.


Interior do lagar e zona frontal do bosque.


No terreno cimeiro ao lagar encontram-se caleiras que no antigo, serviam de condução de água.


Parte lateral, fronteira ao ribeiro.


Pelo pinhal acima se vai para a Portela.


Os dois pesos da prensagem aqui repousam.


Mais uma caleira para condução de água.


Mais uma: possivelmente no seu lugar de sempre.


Outra caleira do conjunto da linha de água.


Mais uma para memoria futura.




Neste local encontrava-se a roda de água.


Ponte e caminho para a Portela.


Mais uma imagem do local da roda de água.


Zona de socalcos: frente ao lagar, do outro lado do ribeiro.


Continuação: zona de socalcos.




Porta: vista do lado de dentro.




Nestes buracos estavam os eixos da vara da prensa.


Neste local da parede derrubada, nasceu uma árvore.


Janela de arejamento






Já cresceu uma cerejeira de grande porte aqui dentro: calculo que tivesse mais de 70 anos quando foi cortada, o que me leva a calcular que este lagar estará abandonado à volta de 100 anos. Pessoas com mais de 80 anos não conhecem a sua existência. No mundo rural tudo era conhecido, pelas suas gentes.


Além dos dois pesos, e de um semi circulo construído em xisto, abundam as pedras soltas no seu interior.




Aqui estava a vara da prensa.






Construção em "meia lua" na parte superior do lagar.


Na parte superior em V assentava o telhado a mais alta servia de barreira de protecção ao lagar.




Vista do lagar e caminho para a Portela.


Ponte no caminho para a Portela: nota-se o desgaste provocado pelas rodas dos carros de bois.